05 de setembro é o dia da Amazônia e, com a palavra…o Meio Ambiente

152
0
Compartilhar:

Estou aqui há milênios; portanto, muito antes da chegada do homo sapiens, que encontrou tudo o que necessita para sua sobrevivência. No decorrer de todo esse período, adubei, fiz chover, preservei rios e lagos – de onde se poderia retirar alimentos, geri novas plantações, dei frutos e verduras, ofereci abrigo e sombra aos animais, doei galhos e folhas para a construção de casas aos indígenas – primeiros moradores, cedi os troncos mais finos para eles construírem seus utensílios, servi de esconderijo para brincadeiras infantis. E assim vivíamos em perfeita harmonia…

Derrepente, do nada e sem motivos aparentes, os que deveriam me proteger, deram início a um extermínio sem precedentes, em prol – segundo eles – do progresso. Na verdade, eles não precisariam nos aniquilar, pois poderíamos viver afavelmente. Nessa empreitada, também mataram animais, muitos deles hoje existentes apenas em desenhos.

Insensíveis e alheios ao meu sofrimento, eles sequer se atentaram às minhas lágrimas de dor. Sim! choramos. Afinal, somos serem vivos. Como? Por meio da seiva: a bruta – que leva água e sais minerais para as folhas, onde ocorre a fotossíntese; e a elaborada -que distribui os açúcares e outros compostos produzidos na fotossíntese para todas as partes da planta.

Jamais pensei que, um dia, seria destruída; oras pela ganância dos que deveriam me proteger; oras para sustentarem sua soberania, em construções quase sempre sem alguma utilização. Também sinto em dizer que, pouco ou nada, os que deveriam me proteger, aprenderam comigo; e ainda me culpam pelos desastres ambientais. O que também lamento.

Agora, desesperados para me deixarem a seus descendentes, promovem replantios, esquecendo-se de que, uma floresta, para chegar à idade adulta, pode levar de décadas a séculos, dependendo de diversos fatores como tipo, clima, região e métodos utilizados.

Só tenho um pedido a fazer aos meus protetores: não me façam mais chorar, porquê o choro mais doído e arrependido, não será o meu…

(texto: Mªda Graça FSN)

Manos de un niño y de una persona mayor con un brote verde


Deixe um comentário